Por Alana Felix e Poliana Bezerra
Cortinas vermelhas, cheiro adocicado e ambiente sugestivo. Loja nem um pouco convencional. Uma sex shop pronta para oferecer os mais inusitados acessórios aos clientes, aparentemente mais normais, que desejam explorar a sexualidade e as fantasias.
Andréia Braga Gorini, sócia e proprietária da loja Amor & Sexo, em Vila Velha, conta que 70% do público do estabelecimento é feminino. Desses, 50% são mulheres casadas que procuram formas de quebrar a monotonia da vida a dois.
Mas não é sempre que isso acontece. Algumas vezes, uma terceira pessoa pode estar envolvida, sendo do conhecimento de ambos, ou não. “Quase sempre temos clientes que procuram a loja para comprar presentes para seus parceiros ou mesmo para um amante. Já tivemos situações em que casais queriam esses“ presentinhos” para um ménage à trois.”, ou seja, uma relação a três.
Dentro desse mundo de fetiches, existem produtos que ganham um certo destaque entre os consumidores. Lingeries, pomadas, óleos que dão diferentes sensações e vibradores são os mais procurados. A consumidora Kika Oliveira utiliza os atrativos da sex shop como incrementos para o sexo. “Todos esses acessórios deixam a relação mais divertida e se o parceiro estiver aberto a novas possibilidades, melhor ainda”.
Esse ramo de comércio nem sempre foi bem aceito pela sociedade. Andréia, que tem a loja desde de 1998, acredita que muito do preconceito foi quebrado. “Hoje já não vejo mais problema em falar que sou dona de uma sex shop. Mas há alguns anos atrás isso não era muito normal”.
Então, se você ficou curioso, vá a uma sex shop, “abra suas asas, solte suas feras (...) e leve com você seus sonhos mais loucos”.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
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