domingo, 26 de agosto de 2007

A simplicidade de uma brincadeira de criança virou arte no olhar de Jean Mariano. O técnico do Núcleo Integrado de Comunicação da UVV e estudante do curso de Comunicação Empresarial e Eventos conquistou o primeiro lugar no V Concurso Nacional de Fotografia, promovido pela Secretaria Nacional Antidrogas. Concorrendo com 1.057 candidatos de todo o Brasil, Mariano buscou inspiração em meninos que brincavam na rua onde mora.

“No momento em que vi o cartaz do concurso já imaginei qual seria minha foto. Quis fazer uma relação social da criança simples que, sem condições para comprar bolinhas de gude, brinca com o que tem em mãos: tampinhas de garrafas pet”, explica.

Mariano, que sempre trabalhou com audiovisual, começou a se interessar por fotografia após a morte de um grande companheiro de trabalho, Márcio Ribeiro, fotógrafo profissional. Apoiado pela professora de Fotografia da UVV, Elizabeth Nader, Mariano se inscreveu no Desafio Fotográfico da UVV e conquistou o sétimo lugar. Foi o ponto de partida.

“Eu sempre gostei de atividades que envolvessem a comunicação. Após a morte do Márcio, fiquei muito mal. A professora Elizabeth me incentivou, mas eu não tinha nenhuma técnica em fotografia. Foi quando eu descobri que sabia fotografar. Ganhar o primeiro lugar desse concurso foi uma realização profissional”, conta Mariano.

O vencedor do concurso, que confessa sentir vontade de seguir com a fotografia paralelamente a outros projetos como a produção de curtas-metragem, receberá a premiação em uma cerimônia que contará com a presença do presidente Lula, no dia 25 de junho, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Foto: Jean Mariano

Matéria um pouco mais antiga também...

CAMPUS: Novidades no Trote da Cidadania 2007/2

Todo começo de semestre é assim: a descoberta do novo mundo universitário e a espera pelo temido trote. Porém, na UVV, o calouro não precisa mais ficar aflito. Desde 2001 a instituição aderiu ao Trote da Cidadania, uma iniciativa desenvolvida para despertar nos alunos a solidariedade e a confraternização.

Casos lamentáveis como a história do calouro do curso de Medicina da USP, Edson Tsung Chi Hsueh, encontrado morto em uma piscina após o churrasco de "confraternização" com os veteranos, trouxeram a tona um questionamento quanto à forma de realização dos trotes. No final da década de 1990, a Fundação Educar tomou iniciativa e lançou o 1º Concurso Trote da Cidadania, que tinha como objetivo premiar as instituições paulistas que promovessem a melhor recepção com ações sociais. Esse projeto ganhou margens nacionais, hoje muitas faculdades e universidades fazem desse, a melhor forma de dar boas vindas aos calouros.

Em sua 14ª edição, realizada nos dias 15, 16 e 17 de agosto, o Trote da Cidadania voltou a tratar de um tema que está em alta, o meio ambiente. A Assessora de Comunicação Institucional da UVV, Simone Patrocínio, explica que o objetivo foi conscientizar os calouros sobre as pequenas ações que podem ser adotadas para ajudar o ambiente, ligando sempre a sociedade acadêmica e a comunidade. “A comissão organizadora do trote sempre pensa em ações que permitam integrar as comunidades acadêmica e civil. A exemplo de outras edições quando realizamos oficinas de moda, recreação com crianças de escolas públicas e plantio de mudas em escolas públicas do entorno da UVV”.

Neste semestre, novidades como as oficinas de reciclagem e plantio de mudas dentro da UVV foram inseridas no calendário de atividades do trote. “A oficina de reciclagem foi uma parceria entre a orquestra de garrafas e o Trote, já a oficina de plantio de mudas foi em parceria com a empresa que cuida dos jardins da UVV. Nosso objetivo era, além de aproximar o calouro da natureza, fazer com que ele acompanhe o crescimento das árvores que plantou e veja como é fácil e simples contribuir para a preservação do meio ambiente”, conta Simone.

O Trote da Cidadania, além de ajudar instituições carentes de Vila Velha com a doação de leite, por exemplo, contribui para a formação social do aluno, que passa a se interessar por atividades voluntárias e projetos de extensão, realizados na comunidade do bairro Boa Vista, promovidos pela faculdade. A doação é extremamente importante para os abrigos e para as creches que a recebem. O saldo ao final de cada trote tem sido positivo.

sábado, 25 de agosto de 2007

COMPORTAMENTO: Consumo, logo existo!


Diga-me quais marcas você consome e eu direi quem você é. Essa é a realidade. No Brasil e em grande parte do mundo, consumir marcas famosas é sinônimo de status social no grupo ou na comunidade. Em uma sociedade na qual é praticamente impossível conhecer realmente as pessoas, as marcas utilizadas são pontos de ligação, um alento no reconhecimento do indivíduo que tem os mesmos hábitos e gostos que você.

O professor do curso de Comunicação Social Gladson Dalmonech, que dedica seu trabalho ao estudo de peças publicitárias, garante que as pessoas são seduzidas a todo momento. “O ser humano é ávido para ser tentado. Ser notado é o principal objetivo e conseguir um diferencial é importante para sentir-se aceito em um grupo social. O sucesso que você vai ter está diretamente ligado às marcas que você consome”, explica.

Espelhadas na televisão ou em anúncios de revista, tudo o que as pessoas querem é parecer com aquelas do comercial. Para isso, é preciso comprar os produtos oferecidos. Consumidas aos poucos, cada marca constrói a imagem da mulher ou do homem perfeito, realizado, vencedor.

“As marcas não vendem mais os produtos, elas vendem o desejo, o ideal. A mídia sobrevive disso, esse é um reflexo do capitalismo. A mudança desse comportamento não acontecerá na mídia, o consumidor é o agente de transformação”, justifica Dalmonech.

Hoje, é comum medir o grau de cidadania pelo poder de compra do individuo. A relação ente status social e marcas consumidas não é um assunto tão recente ou discutido apenas por publicitários sociólogos ou antropólogos. A indignação que causa tal comportamento já inquietava Carlos Drummond de Andrade em uma atualíssima poesia ‘Eu, etiqueta’:

E fazem de mim homem-anúncio,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade.

Imagem: Andy Warhol


quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Imprensa capixaba acompanhará atletas do estado no Pan 2007

Os jogos Pan Americanos estão bem perto. E não é só da data que estamos falando. Esse ano, os jogos acontecerão na cidade do Rio de Janeiro e a proximidade da imprensa nacional dará destaque às modalidades e aos competidores brasileiros.

No Espírito Santo, as equipes jornalísticas já se mobilizam para não deixar falhas na publicação de matérias sobre os Jogos. O editor de esportes do jornal Notícia Agora, Weber Caldas, garante que o jornal dará espaço às competições do Pan e explica qual o critério utilizado na escolha das modalidades que ganharão espaço no jornal.

“Nós escolhemos as matérias de acordo com os esportes que já são conhecidos e aqueles que têm alguma personalidade jogando”, diz Caldas. De acordo com o editor, estes esportes são, por exemplo: vôlei de praia e de quadra, judô e ginástica rítmica.

Entretanto, a presença de jornalistas capixabas nos locais de competição deve ser pequena. A maior parte das notícias será enviada por agências, que vendem as informações apuradas durante os jogos. “A nossa equipe na editoria de esporte é formada por mim, dois editores adjuntos e um repórter que, eventualmente, irá ao Rio. Não temos repórteres suficientes para cobrir os jogos diretamente do Rio, por isso não teremos uma presença marcante no local”, justifica Caldas.

O oposto acontecerá quando, nos jogos, tiver algum atleta capixaba. É o caso da natação e da ginástica rítmica. Caldas afirmou que, na cobertura das competições da nadadora Daiene Marçal e da equipe de ginástica que é coordenada pela capixaba Monika Queiroz e representada por atletas também do estado, os textos jornalísticos serão regionalizados, as coberturas serão especiais e um repórter será enviado ao Rio de Janeiro para acompanhar de perto os jogos.

Por Alana Fernandes e Poliana Bezerra (eu!). Essa matéria foi feita antes do Pan, mas só agora estou publicando aqui!