quinta-feira, 10 de maio de 2007

Matéria de comportamento: Rebelde sim! Mas até que ponto?


Não estranhe se você, andando na rua, encontrar várias meninas usando mini-saia, bota cano-longo, camiseta branca e gravata. É o fenômeno da novela Rebelde que vem invadindo lojas, praças de alimentação, ruas e escolas.

A história acontece na “Elite Way School”, um colégio particular de prestígio internacional, onde adolescentes de classe alta recebem um elevado nível de educação e são preparados para um grande futuro. Até aí, uma história normal, não fosse o fato de os personagens valorizarem excessivamente os bens materiais e o jeito rebelde e independente de levar a vida. No ar pelo SBT há pouco mais de um ano, a série tem influenciado adolescentes e crianças em seus hábitos, costumes e consumo.

Inicialmente, o público-alvo da novela deveria ser apenas adolescentes e jovens, uma vez que seu conteúdo muitas vezes pode ser inadequado para crianças que ainda não dispõem de uma certa maturidade. Entretanto, é comum ver que o público mais atingido é realmente o infantil. Os pais, que deveriam ser um filtro das informações dispostas na mídia, na maioria das vezes estão muito envolvidos com os problemas pertinentes ao trabalho ou aos cuidados domésticos. Sendo assim, acabam vendo a televisão como um recurso para garantir sua tranqüilidade, já que seus filhos passam a maior parte do tempo entretidos com o que é oferecido pelos programas televisivos. Concentrados em seu trabalho, muitos pais despreocupam-se e não se lembram de acompanhar o que os filhos estão vendo. Porém, com o passar do tempo serão eles, os primeiros a sofrerem com os reflexos causados pela influência da televisão na vida e no comportamento de seus filhos.

Para a musicoterapeuta Djaldéa Fernandes, os pais têm responsabilidade sobre o comportamento dos filhos. “Os efeitos mais visíveis são um ceticismo exagerado em todas as relações e uma grande dificuldade dos pais em assumirem a responsabilidade por não dar limites aos seus filhos e dos filhos entenderem que receberem ‘casa e comida’ pressupõe cuidados que envolvem amor e controle”, afirma.

Os efeitos causados por esse tipo de programa são os mais variados: crianças que respondem aos pais, adolescentes cada vez mais cedo buscando sua independência, infelicidade com os bens materiais que possui ao ver algo melhor na mídia, perda de auto-estima ao comparar-se com atores e atrizes que exibem um padrão de beleza perfeito e tantos outros distúrbios que podem afetar crianças e adolescentes em suas fases de transição.

A comerciante Tânia Cristina Távora conta que tem um sobrinho de nove anos “viciado” na novela Rebelde. Os pais não acompanham o programa junto com o filho porque no horário em que é exibido estão no trabalho. “Ele tenta imitar um dos personagens, bota o cabelo pra cima, quer mudar a cor, cada hora de uma maneira. Está respondendo aos avós, aos pais. Coisa que ele nunca fez! Está rebelde demais. Meu irmão tem até sido chamado no colégio, coisa que nunca aconteceu”, ressalta.

Por outro lado, a adolescente Raíla Miranda de 14 anos, afirma que a moda lançada pela novela rebelde não lhe chama a atenção. Mesmo assim, admite gostar do jeito independente dos personagens. “Algumas coisas que eles usam eu não gosto nem usaria igual, mas por serem mexicanos, por serem tão independentes a novela me prende na frente da televisão”, garante.

Em casos como esses, família, escola e profissionais devem cumprir o papel de multiplicadores de informação e senso crítico com responsabilidade, contribuindo na boa formação de crianças e adolescentes, assegurando um futuro mais consciente e questionando essas culturas “fast-food” – que nos satisfazem por um tempo, mas logo já estamos buscando algo novo – atualmente tão disseminadas pela mídia, mas que pouco tem a acrescentar no intelecto social.

Mais comemoração no curso de Comunicação Social da UVV


Os alunos do curso de Comunicação Social da UVV continuam fazendo bonito. Dessa vez, a aluna de Jornalismo Letícia Cardoso e o aluno de Publicidade e Propaganda Philippe Vicentini foram os premiados.

Letícia conquistou o primeiro lugar no 12º Prêmio Capixaba de Jornalismo na categoria Radiojornalismo, voto popular, com a matéria "Mais de 5 mil pessoas cumprem penas alternativas no estado". A matéria foi veiculada na Rádio CBN, onde após trabalhar alguns meses como estagiária, foi integrada no quadro de repórteres efetivos.

Segundo Letícia, a realização da matéria partiu de um interesse próprio. "A idéia da matéria surgiu no momento em que o estado passava por uma situação caótica nos presídios. Eram rebeliões estourando em Vila Velha, em Viana. Li sobre o assunto em um site e comecei a pesquisar se aqui no Espírito Santo também faziam uso desse método", afirma.

Sobre o prêmio oferecido pela Aberje em parceria com grandes empresas do estado como Aracruz Celulose, Chocolates Garoto, CST e CVRD, a aluna mostra estar orgulhosa do trabalho realizado.

"Quando eu fiz essa matéria ainda era estagiária, então receber o resultado desse prêmio foi fantástico. Foi uma surpresa também. Ver que o trabalho que você teve não foi julgado apenas por três pessoas, mas sim por uma comunidade inteira, pela população que gostou do resultado. Receber o prêmio do júri popular é muito bom.", conclui.

Já o aluno de Publicidade e Propaganda Philippe Vicentini conquistou prata no Prêmio Central de Outdoor, categoria estudante, com o tema "Violência contra a mulher. Isso precisa acabar".

O prêmio, oferecido pela empresa Central de Outdoor de São Paulo, desde 1991, tem como objetivo estimular e inentivar a criatividade na utilização de outdoors pelos futuros profissionais.


Outros resultados:
A aluna Danielle Lopes Martins foi aprovada em todos os testes da Rede Globo, filial Rio de Janeiro. Danielle será contratada como produtora de vários programas da rede.


Os alunos de jornalismo Amanda Monteiro Malta, Rosa Mariana Godóy (oitavo período) e Diego Casagrande (egresso) foram aprovados na prova de Residência do jornal A Gazeta.

Mais uma das primeiras... 'Prêmio da Rádio Cultura para programa Subindo no Caixote'

O projeto que começou como um laboratório para que os alunos de Jornalismo pudessem colocar em prática o que aprendem em sala de aula de forma divertida e, principalmente, para falar o que pensam, ganha destaque nacional.

O programa "Subindo no Caixote", da Rádio Poste UVV, foi selecionado pelo Programa do Estudante da Rádio Cultura AM de São Paulo. Produzido e apresentado pelos estudantes Juliana Gabriela, Lídia Travassos, Sthefanny Gozze e Vitor Cei, o "Subindo no Caixote" recebeu como prêmio a transmissão de edições do programa pela Rádio Cultura, uma das mais tradicionais de São Paulo.

A aluna do 3º período, Juliana Gabriela conta que a proposta do programa é deixar os jovens antenados com o que acontece no Brasil e no mundo. "A gente busca tratar de temas polêmicos, para deixar o jovem mais interado com esses assuntos e essa cultura política. São tratados assuntos com mais conteúdo, para os jovens participarem e se interessarem por coisas não tão usuais, pouco discutidas por eles atualmente", explica.

A proposta da participação de programas produzidos na Rádio UVV, no concurso da Rádio Cultura AM de São Paulo, surgiu por parte da professora e coordenadora da rádio, Gilda Soares, que conta como a idéia foi apresentada aos alunos e a repercussão gerada após a aprovação no concurso.

"Eu recebi a proposta do concurso via e-mail, trouxe para os meus alunos da rádio e a equipe do 'Subindo no Caixote' abraçou a idéia. Foram dois programas da UVV inscritos e o 'Subindo no Caixote' foi o escolhido. Está sendo uma oportunidade muito grande porque foram alunos do Brasil inteiro, centenas de faculdades e universidades concorreram e nós ficamos entre os 20 escolhidos. Os alunos estão cada vez mais estimulados e animados com o projeto", orgulha-se.

O Programa do Estudante, premiado em 2005 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), é um espaço essencial para que os futuros profissionais apresentem sua produção longe das salas de aula e dos laboratórios de rádio. Desde 1996, a emissora veicula programas de vários gêneros desenvolvidos por alunos de rádio e de jornalismo. São projetos que não seriam ouvidos pelo grande público, em razão dos padrões de formato e conteúdo que as emissoras comerciais exigem.

Estudante do 4º período de Jornalismo e também um dos produtores e apresentadores do programa, Vitor Cei fala da surpresa ao receber o resultado do concurso. "Ninguém esperava ser selecionado. A gente fez a inscrição sem compromisso, só pra ver o que iria acontecer e é excelente pessoas de outros lugares ouvirem nossos programas. O fato de ter sido selecionado dá mais motivação para a gente continuar, dá mais credibilidade para o nosso trabalho. Estamos muito felizes".

O programa "Subindo no Caixote" vai ao ar nos intervalos das aulas, pela Rádio Poste da UVV a cada 15 dias e na Radio Espírito Santo Web de segunda à sexta em três edições: 11, 15 e 19 horas. O horário na Rádio Cultura AM de São Paulo ainda não foi confirmado.

Matéria publicada no site, no segundo semestre de 2006.

A primeira matéria para o NOTÍCIAS: Alunos da UVV brilham no 3º Concurso Maestri de Outdoor

Os alunos de Publicidade e Propaganda da UVV se destacaram no 3º Concurso Maestri de Outdoor. Das dez duplas de criação finalistas, três eram do curso. Os alunos Flávio Ozório, Flávio Mendes Silvestre, Mariana Queiroz, Isabela Pahins, Philippe Bernardo e Aline Brunow, receberam suas premiações em cerimônia realizada no último dia 30 de agosto.

A dupla formada por Mariana Queiroz e Isabela Pahins se destacou ao conquistar o segundo lugar na competição. Como prêmio, elas terão a oportunidade de ter sua peça divulgada na Revista ES Brasil/Target, além de um certificado, da assinatura do Jornal Meio & Mensagem e de um MP3 Player para cada uma. As duplas Philippe Bernardo/Aline Brunow e Flávio Mendes Silvestre/Flávio Ozório ficaram, respectivamente, em sexto e oitavo.

Para a coordenadora do curso, Flávia Mayer, esses eventos "são formas de o aluno exercitar e colocar em prática os conhecimentos que vêm sendo discutidos, tirando esse âmbito da sala de aula para o mercado. O trabalho acaba ganhando proporções maiores, porque ele é submetido a uma avaliação mais ampla. Não são só os jurados, há o público, que vê quais foram as melhores peças e também diz o que deveria ser melhor. Isso proporciona um grande crescimento para esses alunos", afirma.

Uma das alunas premiadas, Isabela Pahins, defende que essa experiência serviu para acrescentar muito em seu currículo e em seus conhecimentos sobre o que é tratado em sala de aula. "Foi uma oportunidade diferente para mostrar nosso trabalho", diz.

Nesta edição, o concurso teve como objetivo principal conscientizar a sociedade sobre a realidade das pessoas com deficiência, a fim de promover um convívio onde prevaleça o respeito e a valorização desses indivíduos. Mostrando, assim, que todos são capazes de realizar atividades normais, usufruir do sistema educacional e integrar o mercado de trabalho. A proposta tem como público-alvo a população da Grande Vitória, diretamente envolvida com a necessidade de integração social das pessoas com deficiência.