
Diga-me quais marcas você consome e eu direi quem você é. Essa é a realidade. No Brasil e em grande parte do mundo, consumir marcas famosas é sinônimo de status social no grupo ou na comunidade. Em uma sociedade na qual é praticamente impossível conhecer realmente as pessoas, as marcas utilizadas são pontos de ligação, um alento no reconhecimento do indivíduo que tem os mesmos hábitos e gostos que você.
O professor do curso de Comunicação Social Gladson Dalmonech, que dedica seu trabalho ao estudo de peças publicitárias, garante que as pessoas são seduzidas a todo momento. “O ser humano é ávido para ser tentado. Ser notado é o principal objetivo e conseguir um diferencial é importante para sentir-se aceito em um grupo social. O sucesso que você vai ter está diretamente ligado às marcas que você consome”, explica.
Espelhadas na televisão ou em anúncios de revista, tudo o que as pessoas querem é parecer com aquelas do comercial. Para isso, é preciso comprar os produtos oferecidos. Consumidas aos poucos, cada marca constrói a imagem da mulher ou do homem perfeito, realizado, vencedor.
“As marcas não vendem mais os produtos, elas vendem o desejo, o ideal. A mídia sobrevive disso, esse é um reflexo do capitalismo. A mudança desse comportamento não acontecerá na mídia, o consumidor é o agente de transformação”, justifica Dalmonech.
Hoje, é comum medir o grau de cidadania pelo poder de compra do individuo. A relação ente status social e marcas consumidas não é um assunto tão recente ou discutido apenas por publicitários sociólogos ou antropólogos. A indignação que causa tal comportamento já inquietava Carlos Drummond de Andrade em uma atualíssima poesia ‘Eu, etiqueta’:
E fazem de mim homem-anúncio,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade.
O professor do curso de Comunicação Social Gladson Dalmonech, que dedica seu trabalho ao estudo de peças publicitárias, garante que as pessoas são seduzidas a todo momento. “O ser humano é ávido para ser tentado. Ser notado é o principal objetivo e conseguir um diferencial é importante para sentir-se aceito em um grupo social. O sucesso que você vai ter está diretamente ligado às marcas que você consome”, explica.
Espelhadas na televisão ou em anúncios de revista, tudo o que as pessoas querem é parecer com aquelas do comercial. Para isso, é preciso comprar os produtos oferecidos. Consumidas aos poucos, cada marca constrói a imagem da mulher ou do homem perfeito, realizado, vencedor.
“As marcas não vendem mais os produtos, elas vendem o desejo, o ideal. A mídia sobrevive disso, esse é um reflexo do capitalismo. A mudança desse comportamento não acontecerá na mídia, o consumidor é o agente de transformação”, justifica Dalmonech.
Hoje, é comum medir o grau de cidadania pelo poder de compra do individuo. A relação ente status social e marcas consumidas não é um assunto tão recente ou discutido apenas por publicitários sociólogos ou antropólogos. A indignação que causa tal comportamento já inquietava Carlos Drummond de Andrade em uma atualíssima poesia ‘Eu, etiqueta’:
E fazem de mim homem-anúncio,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade.
Imagem: Andy Warhol
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