domingo, 29 de abril de 2007

Poupar, um verbo que os jovens ainda conjugam pouco

Investir nos estudos, em viagens ou comprar um carro. Independentemente do motivo, criar o hábito de poupar é uma atitude inteligente. Atualmente, confiar em uma renda vitalícia ou na segurança de um emprego pode muitas vezes causar dor de cabeça.

O coordenador do curso de Economia da UVV, Mário Vasconcelos, garante que poupar é sempre um bom investimento. “Ter uma reserva de dinheiro é importantíssimo. Se acontecer alguma eventualidade ou situação emergencial, você sabe que pode contar com o dinheiro poupado, sem precisar recorrer a empréstimos que têm juros muito altos”, afirma.

Os jovens ainda mostram certa resistência a poupar dinheiro. De acordo com Marcello Amaral, funcionário de um banco estatal, a procura dos jovens por formas de investimentos não é grande. “Se o jovem está interessado em fazer um investimento a iniciativa parte dele. Ele pesquisa quais são as melhores formas de aplicação. Mas a grande procura realmente é por contas correntes universitárias”, diz Amaral.

Prova dessa realidade é Alana Fernandes, aluna do curso de Jornalismo, que confessa ser difícil economizar dinheiro. “Eu tento guardar dinheiro em casa, porque não tenho poupança, mas é muito complicado. Sou muito ansiosa quando o assunto é dinheiro e acabo comprando alguma coisa antes de chegar ao valor que eu estipulo como meta”, revela. Outra característica dos jovens é economizar pensando em uma situação mais imediata, como ter dinheiro para comprar o ingresso para uma festa.

De acordo com Vasconcelos o número de jovens endividados aumentou e algumas razões são a facilidade para abrir uma conta corrente, o crédito que os bancos dão e as formas alternativas de pagamento como cheque e cartão. Para garantir uma reserva de dinheiro, ele dá algumas dicas. “O interessante é abrir uma poupança e reservar 10% de tudo o que você ganha em um mês. Se precisar fazer um gasto extra é importante pensar em economizar em outras despesas e não mexer nesse dinheiro guardado”.

A caderneta de poupança – que pode ser aberta em bancos estatais ou privados – é a forma de investimento mais popular. Com um rendimento médio de 0,62% ao mês e assegurada pelo Governo Federal, a poupança garante ao investidor uma remuneração mensal, em juros e correção monetária, para os valores depositados. Outras formas de investimento de baixo risco menos procurados, mas que crescem rapidamente no Brasil, são os fundos de renda fixa e a previdência privada. Elas dão retorno maior que a poupança, mas o dinheiro precisa ficar investido por mais tempo.

Essa, então, foi uma das matérias que eu fiz pra revista eletrônica do curso de Com. Social da UVV...
Leia essa e outras matérias dos alunos de jornalismo no site: http://www.uvv.br/noticias_rede

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